20.1.08

Uma rodada de surpresas e respostas

A segunda rodada do Paulistão foi de surpresas, surpresas que trouxeram respostas.

A magra vitória do São Paulo sobre o Rio Preto mostrou que o time do Morumbi precisa se repensar taticamente e que ainda há lacunas no elenco. Time que quer ser campeão da Libertadores não pode suar tanta para vencer um time tão fraco, com tanta dificuldade.

Ficou evidente que há um buraco no meio-campo, falta criatividade e que o esquema de três zagueiros é desnecessário para jogar contra equipes sem expressão e fechadas. É desperdício de espaço.

Santos e Palmeiras mostraram que o milagre Luxemburgo não é tão milagre assim. O futebol que o Verdão apresenta já mostra ser diferente, com um toque de bola refinado, mas falta agressividade ofensiva para o Palestra.

O Santos mostrou ter uma equipe ofensivamente abaixo da mediocridade. Santos mostrou não ter opções para o meio-campo e que o time sem Kleber é um time morto, sem criatividade. Se não se reforçar, não chegará a lugar nenhum neste primeiro semestre.

Corinthians mostrou que ainda é muito cedo para o torcedor se animar. O time ainda está se formando e o Campeonato Paulista só será uma realidade se a equipe conseguir se entrosar logo e não perder pontos fáceis. São Caetano não é o mesmo de antes, mesmo sempre sendo uma equipe chata de se jogar contra, vencê-lo este ano não deveria ter sido um desafio. Tomar um vareio como tomou, então, é para se repensar o time em campo quando se jogar num gramado tão pesado como estava hoje o do Anacleto Campanela.

11.12.07

Breno vai para o Bayern de Müchen

Por U$ 18 milhões, Breno não é mais jogador do São Paulo. O jovem zagueiro de 18 anos, que surgiu da base Tricolor vice-campeã da copa São Paulo de Juniores – torneiro mais importante da categoria no país – a revelação do ano não atuou nem por um ano nos gramados do Morumbi como profissional.

Breno já sofria sondagens de clubes europeus, como o Real Madrid, porém, com a proposta apenas a dois milhões de dólares de sua clausula de rescisão, o São Paulo liberou o jogador para o líder do campeonato Alemão.

A saída de Breno nos confronta com uma triste realidade: É impossível segurar nossas revelações no país. A lei Pelé não protege os clubes formadores, é muito fácil perder o jogador por valores risíveis quando se contrato se aproxima do fim. O clube não tem outra alternativa além de ser vender o jogador a logo.

São Paulo aprendeu isto com o caso de Kaká, que foi embora por uma mixaria.

Fica difícil acreditar na permanência de um atleta, mesmo que seja um jovem de 18 ou 20 anos, quando este é agenciado por Wagner Ribeiro ou Juan Figer. Ambos têm contatos por toda Europa e transito pelos maiores clubes de lá e cá. É difícil para o torcedor saber quem estará em seu clube de coração no ano que vem, quando os jogadores não são de seus clubes, mas dos empresários.

Já cansei de ouvir nesta semana jogadores falando que não sabem de nada e que está nas mãos de seus empresários.

O goleiro Felipe disse que quer continuar no Corinthians, que vai jogar a segunda divisão. Mas seu empresário pleiteia um aumento astronômico junto à diretoria corintiana, sob a ameaça de levar o jogador para outro clube.

A ação desse empresário seria a revelia do jogador? Creio que não. Em raríssimos casos o é. É muito cômodo para o jogador dizer uma coisa, mas no final dizer que o empresário decidirá com a diretoria. Tira a responsabilidade de suas costas, faz uma média e joga a culpa nos administradores.

Que os cartolas não são santos, não são. Mas que a geração de jogadores de hoje é de pilantras e marqueteiros, ah, isto os são!

Hoje, vivemos uma lei que não respeita o torcedor. O futebol se torna uma comercio lucrativo aos mecenas e cada vez mais de televisão, já que até o sub-20 para a Europa já migrou...

4.11.07

Um otário com sorte.

Foi assim que o volante corintiano Vampeta classificou o meia Souza, do São Paulo. Mas ele poderia muito bem estar falando do torcedor corintiano.

Em 2006, o torcedor corintiano foi feito de palhaço. Viu um time que seria recheado de estrelas se desmontar, viu a equipe ameaçada pelo rebaixamento e o dinheiro da misteriosa parceira sumir.

O time se recuperou na reta final do brasileirão e se salvou.

Então, veio 2007 e a grande incógnita: O dinheiro voltaria ou o investimento acabou?

Junto à resposta de que o investimento havia acabado, chegou anexa a podridão que era a direção do clube alvinegro. Uma diretoria corrupta, uma verdadeira quadrilha que explorava o clube, a entidade Corinthians.

Transtornado, o torcedor tem que se contentar em ver uma equipe fraca com jogadores que, em tempos normais, jamais vestiriam a camisa de um Corinthians.

Com muita luta fora de campo, o Corinthians começa a se livrar do câncer, a antiga diretoria. Basta saber se não tirou um tumor para instalar outro...

E sob o terror político, o torcedor ainda sofre com a possibilidade de ver seu clube rebaixado para Série B do campeonato Brasileiro.

Porém, hoje o Corinthians empatou nos acréscimos contra o Atlético Paranaense no Pacaembu.

O Atlético havia virado o jogo há um pouco mais de cinco minutos, mas após a torcida ter se calado e o Juiz ter sinalizado mais quatro minutos de jogo, Finazzi marca, 2 x 2.

O corintiano é um otário com sorte. Feito de otário pelos dirigentes e por esse time medíocre. Otário porque tem que acreditar numa equipe tão ruim que não condições de vestir a camisa que veste.

Mas tem sorte, pois apesar de tudo, ainda consegue um empate salvador que poderá ser decisivo nessas próximas três rodadas, onde haverá o confronto direto com o Goiás e terá dois jogos complicadíssimos contra Vasco e Grêmio.

1.11.07

Superação.

Na quarta-feira, dia 31 de outubro, o São Paulo Futebol Clube se sagrou cinco vezes campeão brasileiro. Penta, na língua do torcedor comum que pouco se importa com as regras do idioma.

Um Morumbi lotado coroou a campanha de uma equipe regular, com uma defesa segura, jogadores versáteis no meio-campo, um ataque que se superou.

Mas antes do início desta partida que culminou na definição do título Tricolor, a torcida do São Paulo proporcionou um momento mágico.

“Ole, ole, ole, ole, Telê, Telê!”


Um canto em homenagem ao mestre que deu ao São Paulo seus primordiais contornos de maior importância.

Logo após, entoou-se o nome de Muricy Ramalho. O técnico foi saudado pela torcida, como de costume, mas desta vez houve esse tempero de tê-lo sido logo após cantarem o nome do Mestre.

Muricy Ramalho começa a escrever seu nome na história do São Paulo, com um Bi-campeonato Brasileiro. O técnico sabe que no ano que vem sofrerá uma cobrança muito grande, sabe que o torcedor esperará no mínimo a disputa do título da Libertadores. “O torcedor do São Paulo é exigente” diz o técnico.

Muricy se superou. Assumiu o São Paulo, pela primeira vez, por causa dos problemas de saúde de Telê Santana, mas – segundo o próprio Muricy – não estava pronto para isto.

Muricy rodou o mundo, treinou uma série de clubes brasileiros – Internacional, Náutico, São Caetano, Portuguesa Santista –, e só voltou ao São Paulo quando se achava apto para voltar a sua terra e ser vencedor.

Esse título, mais que coroar um clube organizado no meio de amadores, coroa um profissional que se doa de corpo e alma em sua profissão. Alguém que se focou em estar onde está.

Então, nesta noite de comemoração, meu parabéns, antes de qualquer outro, vai para este cidadão de sobrenome Ramalho.

29.10.07

Corinthians pode passar batata-quente para o Goiás.

Ao vencer o Figueirense hoje, o Corinthians passou a passagem para a Segundona para o Goiás, em minha opinião.

Mesmo ficando atrás nos critérios de desempate, o Corinthians tem uma vantagem nessas última cinco rodadas, jogos menos complicados que o rival, além de um confronto direto.

34ª rodada, o Goiás receberá o Vasco. Jogo difícil, o Goiás costuma crescer jogando em casa e o Vasco não tem inspirado confiança nessa reta final. Os dois clubes estão em má fase, creio ser a fase do Goiás pior. Então, aposto numa vitória do Vasco.

O Corinthians vai ao Rio, enfrentar o Flamengo no Maracanã. O time rubro-negro é bem melhor que o Corinthians e a química da equipe Carioca com a torcida que tem dado espetáculo este ano é diferenciado. Creio numa vitória do Flamengo.

35ª rodada, Corinthians x Atlético Paranaense e Paraná x Goiás.

Corinthians tem a chance de respirar aqui. O Atlético não tem sido nem sombra do que fora nos últimos anos e com a torcida apoiando, o Timão tem a chance de levar os três pontos.

Goiás enfrentará o Paraná. Se as defesas não fossem tão ruins, eu apostaria no 0 x 0. Então, aposto no 2 x 2.

36ª rodada, Goiás x Corinthians.

Este jogo decidirá. Pela minha perspectiva, o Corinthians chegaria à frente, com dois pontos de vantagem, o que daria uma maior tranqüilidade. Mas como a situação pode ser oposta, este jogo estará aberto. É provável que o vencedor desta partida esteja na séria A do ano que vem.

37ª rodada, Corinthians x Vasco e Atlético Mineiro x Goiás

O Timão tem um jogo dificílimo. Numa perspectiva otimista, dá empate. O Goiás também enfrenta pedreira e vencer o Galo em BH é para poucos, creio numa derrota goiana.

38ª rodada, Grêmio x Corinthians e Goiás x Internacional

Ambos perdem.

No final desta “simulação”, o Timão teria somado quatro pontos, sem contar com o que pode acontecer na 36ª rodada, enquanto seu principal rival por uma vaga na série B teria somado apenas 1 ponto.

Tudo dependeria do resultado entre Corinthians em Goiás. Ambos têm um tabela dificílima, mas o Timão leva ligeira vantagem nos adversários. O Goiás tem os atuais três pontos e o confronto direto em casa como vantagem.

Esta briga tem tudo para ser a mais emocionante, junto com a decisão das vagas da Libertadores.

E ai, quem cai, o Goiás ou o Timão?

25.10.07

Um time que pediu para perder.

Embarcaram meio divididos. Um disse que a Taça Sul-americana era prioridade, outro disse que atrapalhava o campeonato brasileiro, que jogar quarta e domingo é desgastante.

Desgastante, é. Mas no Brasil sempre foi assim. Aliás, já foi até pior.

Na Europa também se joga de quarta e domingo, com alguma regularidade. A diferença é que o deslocamento é bem menor, grandes viagens são acontecem nos torneios continentais.

Se a Taça Sul-americana fosse à prioridade do São Paulo Futebol Clube, Jorge Wagner não poderia ficar de fora. Junior, pela experiência, criatividade e cadência, também não. Nunca vi se poupar jogadores do torneio que seria prioridade para jogar outro que já está ganho.

O São Paulo pediu para perder. Entrou em campo achando que marcaria o primeiro gol quando quisesse. Não ameaçava o Milionários, não queria se cansar, porque logo faria o gol e não poderia tomar o gol de empate no final do jogo por falta de fôlego.

O tempo passou, o Milionários viu que o São Paulo estava em Bogotá a passeio e se assanhou; foi para cima do Tricolor.

Não deu outra. Um São Paulo perdido, contra um time que sabia quando e onde correr. O pobre tricolor era um cego sozinho no meio de um tiroteio.

Era chutão para frente em 2.500 metros de altitude. Algo não muito inteligente quando se precisa do resultado. Isto desgasta os jogadores ofensivos que teriam que correr atrás da bola rifada contra jogadores que já tinha noção de tempo e posicionamento nas condições de jogo.

O grande erro deste São Paulo foi ter entrado pensando em como marcar o Milionários, um time fraco. Pensando em marcar o adversário, Muricy esqueceu de como marcar gols no adversário.

Se viu em campo um time sem criatividade, onde Hugo corria com a Bola, Souza Rifava, Fernando só desarma e Hernanes, coitado, tenta fazer tudo sozinho.

Dagoberto corre sozinho, Aloísio é grande, mas não faz milagre. Tardelli deveria ter começado o jogo, São Paulo deveria ter entrado ofensivo, sufocando o Milionários, não deixando-o jogar, enquanto tinha gás, mataria o jogo e depois se fechava no contra-ataque.

Pena que preferiu fazer o gol quando desse vontade. A vontade demorou a vir e quando o São Paulo acordou, o Milionários já havia feito um gol.

O desespero bateu e o Milionários marcou outro gol.

Então a realidade caiu de frente para a equipe do Morumbi – e sinceramente espero que esta seja assimilada por jogadores e comissão técnica -, a equipe é mediana; não há nenhum jogador excepcional no elenco tirando Rogério Ceni e, por isso, se não estiver completamente focada na vitória, se a partir do ponta-pé inicial não houver vontade de vencer, uma busca pela vitória, o São Paulo perde.

Agora, fica a minha grande dúvida, o que valia mais – Vencer o Milionário e ir às semi-finais da Taça Sul-americana ou vencer o Sport Recife num campeonato onde se tem uma vantagem imensa, precisando-se de muito pouco para garantir um título que já está ganho?

E pior, o quanto ir com força total comprometeria a equipe contra o Sport? Será que um time misto do São Paulo não seria páreo para o Sport Recife – com todo respeito ao Sport, mas abaixo da premissa que o São Paulo tem o melhor elenco do Brasil...

O São Paulo entrou em campo hoje com cara de que iria perder e perdeu. Será que valeu?

22.10.07

Nivelado por baixo?

Sim, o campeonato brasileiro de 2007 está muito fraco tecnicamente.


Este campeonato não tem nenhum grande jogador, nenhum grande destaque. Não há craque. Não há jogadores que se destaquem como excepcionais nem na parte técnica nem na parte táctica. Pouca habilidade, pouco gingado brasileiro. Mas, mesmo assim, temos estádios cheios nesta reta final.

Nenhuma equipe realmente mostrou algum futebol de encher os olhos. Podemos elencar quatro equipes que mostraram um futebol agradável este ano.

O Botafogo teve seu momento de um bonito futebol, mas nem se comparava ao Santos de 2004 e Cruzeiro de 2003, por exemplo. Quando Lucio Flávio quer, ele joga um bolão. Porém, ele é a personificação da inconstância...

Zé Roberto foi um jogador no início do campeonato e após seu afastamento, esqueceu como é que joga bola. Dodô, depois do doping, levou o futebol do Fogão embora. Final da história – Botafogo perde a liderança, não disputa o título, tampouco a vaga na Libertadores.

Ao mesmo tempo que assistimos a queda do Botafogo, vimos a ascendência de Cruzeiro e São Paulo.

O Cruzeiro começava a mostrar um futebol interessante, um Alecsandro que desembarcara com vários gols a tiracolo. Wagner voava baixo, Marcelo Moreno surpreendia e Guilherme mostrava ser mais do que uma promessa.

Porém o futebol da equipe caiu quando teria a chance de encostar no líder, derrotas inacreditáveis aconteceram e a equipe hoje está ameaçada até a perder a vaga na Libertadores.


O Tricolor do Morumbi não apresenta um futebol plástico, apesar de a equipe ter esboçado um pouco de técnica de uns tempos pra cá com alguns dribles de Hernanes e Dagoberto. O ataque era muito contestado. Aplicou duas goleadas e acabou com o ranço de ineficaz. Ainda está longe do ataque do ano passado, mas tem sido o suficiente.

É um time objetivo, focado em vencer, tanto que o placar poucas vezes foi elástico este ano, mas o time sempre é consistente e regular. Não dá espetáculo, nem quando faz seis gols, é um time que entra em campo com uma meta e normalmente saí dele com esta alcançada.

Será campeão por isso. É um time eficiente que desde o início do campeonato sabia o que tinha que fazer para ficar com o caneco. Não tomar gols e marca pelo menos um. Foi o suficiente.

Pode ser um campeonato com um péssimo nível, porém está nivelado, é equilibrado, disputado. Com exceção do SPFC que se aproveita do amadorismo dos adversários, a diferença é muito pequena entre a maioria das equipes.

Matematicamente, do 8º colocado para baixo, todos correm risco de rebaixamento. Porém, a briga acontece realmente entre Corinthians e Goiás. O campeonato é imprevisível, o Timão enfrenta adversários diretos, a maioria dos clubes tem uma tabela complicada o que deixa a decisão pela última vaga do descenso imprevisível.

A briga pelas três vagas na taça Libertadores será intensa. Palmeiras está na frente, com 54 pontos, dependendo apenas de si. Cruzeiro vem logo em seguida, mas como faz tempo que a equipe do lado azul de BH não sabe o que é vencer a um bom tempo, vê sua vaga na mais importante competição sul-americana ameaçada.

Santos completa o G4, porém, com apenas um ponto a mais que o Grêmio. O Flamengo figura como azarão, tendo 49 pontos, apenas três pontos do Peixe. É bem provável que tenhamos a disputa por essas vagas até o final do campeonato, principalmente por essas equipes terem uma característica em comum – a inconstância.

Verdade é que, apesar de não ter a emoção de uma final, o campeonato de pontos corridos é cheio de pequenas decisões, decisões que tem enchido os estádios, Maracanã, São Januário, Morumbi, Parque Antártica, Mineirão, Arena dos Aflitos, Ilha do Retiro, Estádio Olímpico, Beira-rio têm estado cheios nesse campeonato. Uma média com mais de 20 mil pessoas por jogo neste campeonato brasileiro é a maior dos últimos dez anos.

Pode não ser um espetáculo, mas o torcedor está voltando ao estádio. Aos poucos, a cultura dos pontos corridos tem obrigado aos clubes se modernizarem, aquele que melhor se prepara disputará o título, isto já ficou claro.

Quando se está nivelado e o nível é baixo, vence quem melhor tiver se preparado. Isto explica a vantagem que o São Paulo tem para com os outros clubes.

Tenho certeza que o campeonato do ano que vem será muito mais disputado. Palmeiras está se organizando, o time do Cruzeiro estará amadurecido, São Paulo deve continuar forte, Fluminense terá um time competitivo, Flamengo deve aos poucos se estruturar e resolver seus problemas financeiros, o Santos deverá continuar forte e com objetivo de disputar o título da Libertadores. Sem falar em Grêmio e Inter que apesar de não terem disputado título este ano, são equipes que mesmo em má fase são fortes e adversários difíceis.

O futebol brasileiro vive um momento de transição e os pontos corridos são os responsáveis por isto. Este campeonato pode estar fraco, mas apenas assim para acordar as diretorias de clubes tradicionais que vivem sucateados e que deveriam fazer jus ao que representam. O futebol precisa de seriedade e este campeonato é um tapa na cara de vários clubes. Ou se modernizam ou ficaram para trás, vítimas do ostracismo de seus incompetentes dirigentes.

É muito bom ver 60 mil pessoas num estádio e mesmo com jogos horríveis. Imagine quando tivermos um bom campeonato!?

17.9.07

Virtual campeão?

“O São Paulo é a melhor equipe do futebol brasileiro. O Santos não jogou porque o São Paulo não deixou, é simples.”
Essas foram as palavras de Vanderlei Luxemburgo após a derrota por 2 x 1 que o Santos sofreu no clássico de Sábado.

Um time que passou por um momento de turbulência no primeiro semestre – em minha opinião, conseqüência da renovação pela qual a equipe ainda passa – mostrou que sempre é forte e que estará a encabeçar as disputas em que estiver envolvido.

A realidade é que a renovação do São Paulo foi surpreendente. Raramente equipes que passam por reformulação seguem no topo e disputando títulos. E o São Paulo fez um campanha boa no Paulista e razoável na Libertadores da América.

Miro no exemplo da seleção brasileira. 1966 foi um ano que a equipe passa por reformulação. Muitas peças de 58 e 62 não atuavam mais ou não estavam em nível de atuar numa copa. Havia uma transição de geração, apesar de grandes nomes que havia no futebol.

Assim como foi 74 e 90. Incluo até 94, já que a parte “boa” desta geração não foi utilizada por Parreira.

Hoje vivemos num momento de transição. Futebol brasileiro tem se transformado, as regras que o regem são diferentes das que havia antigamente. E ai que está o que fundamenta o virtual campeão.

É fácil ter a melhor defesa, nove pontos frente ao segundo colocado, com um elenco forte e jogadores que sobram em campo, mesmo que sejam zagueiros. É fácil estar acima da média, mesmo que em um momento de transição, de reformulação.

É muito fácil, quando se é profissional, se vive dentro de um regime democrático, organizado, onde há autoridade, pulso forte, um responsável que assume e responde por funções que lhe são atribuídas. Este deve prestação de um serviço de qualidade para uma entidade, entidade que está organizada para exigir de seus responsáveis um trabalho de qualidade.

O fator que facilita não é o ser um clube estruturado. O São Paulo será o virtual campeão enquanto o resto do futebol brasileiro insistir em organizar-se num sistema feudal, onde clubes são geridos por Perralas, Dualibs, Teixeiras e Mirandas durantes décadas. É fácil ser o virtual campeão quando se pode dar o luxo de fazer uma reforma e mesmo durante a obra ter o apartamento mais arrumado e impecável de todo o condomínio.

É fácil, para o São Paulo, ser o virtual campeão. Não é preciso arbitragem, STJD absolvendo jogador pego no antidoping, tampouco contratar jogador com um contrato de 10 meses no valor de cinco milhões e pagar apenas metade. Só é preciso levar o futebol a sério, que o resto, os adversários ajudam e nem percebem.

Enquanto 99% dos clubes brasileiros insistirem com a mentalidade do século passado, será fácil, mas muito fácil ser virtual campeão.

30.6.07

E o Brasil?

Tenho um pânico tremendo da seleção brasileira de futebol. Nunca vi um futebol tão sofrível. E o engraçado que a CBF só contrata algum dos sete anões.

Primeiro foi o Zangado - Felipão
Depois o Soneca - Parreira
Agora o Dunga - Dunga

O Zangado foi o único que me deu alegrias, por um título, com um futebol raçudo e razoavelmente bem jogado, mas esse não volta.

Lembrando dos anões, lembre de um que mais faz falta, mas não pelos títulos que poderia ter dado ao Brasil, pois, para a tristeza de todos os amantes do futebol bem jogado, bonito e agradável, do futebol arte, Tele Santana não se encontra mais entre nós.

Tele Santana é, carinhosamente, chamado de mestre Tele, pelos são paulinos. Sua consagração em resultados veio no Tricolor Paulista. Porém, marcou seu nome na história do futebol ao dirigir uma seleção que perdeu, mas que, mais do que qualquer outra, merecia vencer.

Aquilo que a seleção de 82 vez na Espanha foi mágico e a forma por que perdeu a tornara ainda mais significante. Perdeu por que não era capaz de jogar fechado, na retranca, jogar pelo resultado, era exatamente o oposto da Itália campeã mundial em 2006, aquele Brasil era uma equipe que jogava pelo espetáculo, em uma busca constante pelo gol.

Infelizmente, não se verá outra vez um plantel com a qualidade e estilo que tinha a de 82. Quem perde é o futebol pela falta de coragem de treinadores como Parreira e seu discípulo Dunga. Dunga que preferiu criticar Tele, chamando-o de incoerente e culpando-o pela derrota e elogiar Parreira, dizendo que era um profissional correto e modelo.

Isso cheira muito a não convocação do volante em 86, quando Tele optou por outras opções, por jogadores que tinha técnica e habilidade, Tele preferia jogadores que sabiam jogar futebol, não brucutus que apenas gritavam e batiam, como Dunga.

Parreira caiu por seus métodos ineficazes e falta de vivência com o futebol, nunca foi jogador e sob sua gestão o Brasil nunca jogou um futebol de encher os olhos, mesmo na Copa das Confederações, onde o time era muito mais pragmático e tinha destaques individuais que fizeram a diferença.

Mas a formula não deu certo na copa, se viu uma seleção apática, sem o futebol brasileiro, parecia que o Brasil não havia ido a copa, o futebol brasileiro não havia entrado em campo.

A povo clamou por mudança. A CBF mudou o anão.

Dunga diz que faz uma renovação. E realmente, uma renovação se faz necessária. Mas o que tanto queremos, como torcedores a apreciadores do bom futebol, é uma mudança de atitude, renovação de estrutura, de sistema. O que, ao meu ver, não mudou.

No final das contas, o Brasil só trocou de anões, mas anões errados, pois estes anões cometem os mesmo erros e acham que o certo é o errado.

É melhor perder com dignidade e encanto a vencer de forma apática e insípida. Não sei quanto a vocês, mas um 5 x 4 me enche os olhos, 1 x 0 me provoca chochilos.

Saudades do mestre. Saudades do que nunca voltará, o tempo em que o futebol tinha graça.

15.6.07

Eduardo Costa não é do São Paulo

E está distante de o ser.


Ontem, dia 14 de Junho, o site “Futebol do Interior” forjou a contratação do Jogador Eduardo Costa, do Espanhol, dizendo ter como fonte o empresário e agenciador de jogadores de futebol, Juan Figer.

Porém, Figer não é o agente de Eduardo, nem ao menos deu a tal declaração que o site “Futebol do Interior” afirma ter ouvido do empresário.

O próprio Eduardo Costa admite que gostaria de voltar ao Brasil, mas que dificilmente isso acontecerá e que desconhecia algum possível contato do Tricolor Paulista.

Algo que dificultaria a vinda do atleta é o ordenado, considerado muito alto pela diretoria do São Paulo, por ultrapassar o teto estabelecido no elenco.

Muricy gostaria de contar com o jogador, até conversou com Fredson sobre o futebol de Eduardo Costa. Seria um grande reforço, por ser um jogador experiente e com pegada, daria mais força ao meio-de-campo Tricolor que é muito leve.

Mas a diretoria do São Paulo não está muito disposta a gastar numa contratação. Falta saber se isso influirá nos resultados da equipe enquanto Josué estiver com a seleção e até mesmo posteriormente.

Mais informações:

http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,MUL53074-4276,00.html

A falta de pudor interno.

A ação da CBF de divulgar as cartas com os pedidos de dispensa de Ronaldinho Gaúcho e Kaká deu brecha para comentários do jogador argentino Carlitos Tevez.

O jogador, no intuito de provocar aos brasileiros, disse que “Hoje, os astros brasileiros se negam a jogar a Copa América. Mas qualquer de nós que seja convocado vem correndo”.

Para Tevez se Ronaldinho Gaúcho e Kaká não jogam, os refugos não estariam a altura de jogar a Copa América frente à Argentina.

À última copa América, o Brasil também não foi com o esquadrão principal e chegou à final, mesmo com Parreira ao comando, venceu a argentina nos pênaltis. Após uma partida em que a Argentina havia dominado e vencia por 2 x 1, numa bola perdida por Tevez na lateral de ataque depois de fazer algumas firulas e menosprezar os jogadores brasileiros, o Brasil arma um contra-ataque mortal, gol de Adriano.

Tevez parece não ter aprendido com aquela final, ainda menospreza o talento do futebol brasileiro.

Pode ser que o Brasil não vença a Copa América, mas não vai ser porque a equipe é mais fraca que a Argentina.

Acontece que também houve pedidos de dispensa da seleção argentina, negados após a polêmica no Brasil e, de forma inteligente, não foram divulgados.

Não dá para saber o que é pior, o amadorismo da CBF em tratar de uma questão tão banal ou o que certos meios de comunicação fizeram com Kaká e Ronaldinho, temendo um ibope fraco durante a competição organizada pela Conmebol.

Para relembrar o fatídico 2004:

7.6.07

No sufoco

No sufoco I.

Creio que seja a expressão que defina os resultados de hoje à noite, no sufoco.

Fluminense marcou um gol no primeiro tempo, mas um empate do Figuerense levaria o jogo para os pênaltis. O jogo teve emoção até o último minuto, com um Fluminense um pouco mais fechado que no primeiro tempo.

Resultado, Fluminense campeão, depois de suar muito.

Era uma equipe desacreditada, teve um péssimo início de ano, não emplacou com PC Gusmão, nem com a prancheta de Joel Santana. Foi necessária a chegada de Renato Gaúcho e uma conversa franca entre elenco e torcida, onde a única coisa que foi pedida foi raça.

E deu certo. Com raça, vontade e suor, Fluminense campeão, pela primeira vez, da Copa do Brasil.


No sufoco II.

Santos e Grêmio fizeram o embate mais emocionante da Taça Libertadores deste ano.

A vantagem do Grêmio parecia enorme, principalmente com o golaço de Diego Souza, um chute da entrada da área que deixou Fábio Costa sem ação.

Com a necessidade de fazer quatro gols, o Santos, que já estava afobado, sentiu e perdeu sua estrutura de jogo por alguns minutos.

Mas, nos acréscimos, Renatinho marca na sobra de um cruzamento de Zé Roberto.

Santos voltou com vontade e acreditando na virada, mas a cada minuto o nervosismo aumentava pelo gol que não vinha.

Só que aos 16 minutos, num cruzamento de Marcos Aurélio, mal cortado pela defesa tricolor, Renatinho divide com Saja e marca seu segundo gol. A Vila Belmiro se incendeia.

Santos vai para cima, passa a acreditar que poderia, o Grêmio recua ainda mais, joga apenas com o regulamento, não se expõe, Mano Menezes coloca mais volantes em campo e o jogo fica ainda mais truncado.

Num rebote da entrada da área, aos 30 minutos, Zé Roberto pega de primeira e a bola morre ao fundo das redes do gol Gremista. Reacende-se a esperança por mais uma vez.

Faltava um gol, um mísero gol para o Santos ir para final da Libertadores e essa gol não veio.

O Santos pressionou e o Grêmio foi muito feliz na marcação e contra-ataque nos últimos 15 minutos de jogo e se classificou merecidamente à final.

As queixas de Luxemburgo quanto à arbitragem, quanto a uma falta de Diego Souza no início da jogada do gol gremista, é injustificável, não houve infração, foi um lance de jogo, o técnico do Santos só tenta desviar o foco da derrota. O que, ao meu ver, é errado.

Errado porque o Santos lutou até o último minuto e todo gremista sabe, está na final, mas passou um sufoco para chegar até lá.

24.5.07

Santos e Grêmio travarão disputa histórica

Grêmio jogou hoje uma partida digna de Grêmio. A torcida da equipe gaúcha já acostumada a momentos de superação, a passar pelo sufoco, ter o coração pulsando a garganta.

O tricolor gaúcho precisava vencer por, pelo menos, dois gols a zero para levar o jogo para os pênaltis, ou por três gols de diferença para obter a classificação.

Grêmio fez dois a zero, Amoroso aprontou, foi expulso, mas o Grêmio superou o Defensor nas penalidades e seguiu para a semifinal.

Já o Santos, suou para passar pelo América do México. Aquilo que parecia simples, por muito tempo pareceu complicado.

O time da vila famosa precisava de uma vitória simples, jogava muito mais bola, tinha chances claras de gol, mas deu bobeira e tomou um gol besta numa saída de bola errada.

Com esta configuração, o peixe passou a necessitar de marcar os gols para evitar uma iminente eliminação, pois o empate seria dos mexicanos nessas circunstâncias.

Santos teve que impor um ritmo ainda mais forte frente a um adversário ainda mais fechado. Foram 20 minutos de intensa pressão, com muitas oportunidades perdidas pela equipe santista, até que Jonas pegou um chute errado de Cleber Santana e marcou.

Santos continuou pressão e os mexicanos na retranca. Então, numa falta no lado esquerdo do ataque santista, lance que cheirava a gol desde o primeiro instante que Kleber colocou as mãos para ajeitar a bola, Rodrigo Souto marcou um dos gols mais importantes de sua carreira.

Nesse momento, a equipe reserva do América era muito fraca para esboçar qualquer tipo de reação e o Santos passou sem desfilar um grande espetáculo, mas mostrando-se muito superior, com um jogo leve e envolvente, como é de costume.

Agora, Santos e Grêmio estarão frente a frente, na semifinal. Duelo que tem tudo para definir o campeão da competição, pois terá Santos, o time mais técnico, que apresentou o futebol mais bonito até o momento e Grêmio, equipe com garra e raça, que demonstra superação e vontade, quesitos fundamentais em uma equipe campeã deste torneio.

Esse ano, a Libertadores ainda tem muita cara de Brasil, minha aposta é no Grêmio, pela tradição de superação, mas se o Santos chegar a final e for campeão, não é nenhuma surpresa, pelo contrário.

23.5.07

Um campeão com “c” minúsculo.

Como de conhecimento comum, o Milan se sagrou campeão da Liga dos Campeões pela sétima vez.

Confesso que a final desta temporada, para mim, foi decepcionante. Uma final entre Liverpool e Milan não era tão esperada, apesar de serem duas equipes com muita tradição na liga.

Foi um jogo feio. Truncado, a cara do Ancelotti. O Milan entrou com quatro volantes em campo, Gattuso, Ambrosini, Pirlo e Seedorf. Apenas Kaká e Inzaghi jogando ao ataque.

Ao olhar essa configuração do Milan, preparei o meu travesseiro, tudo levava a crer que o jogo seria um tédio. E quase foi.

Jogo truncado, com o Liverpool domando o primeiro tempo, o Milan tentando cruzar a bola dentro da área do Liverpool, para Inzaghi disputar com quatro defensores dos Reds.

O único que animava o jogo era Kaká. Realizou três jogadas de empolgar no primeiro tempo, mas como tinha que passar pelo time inteiro do Liverpool para poder finalizar, estava difícil.

Até sofrer uma falta aos 44 minutos. Pirlo cobrou e Reina iria defendê-la, porém, o queixo de Inzaghi se colocou no caminho da bola e matou o goleiro da equipe inglesa.

Rafa Benitez também não foi lá muito ofensivo, mas pelo menos não jogou com quatro volantes. Gerard que seria o terceiro, jogou encostado no ataque e mostrou que é um jogador regular, não decisivo.

No segundo tempo o jogo mudou. Milan pressionava a saída de bola do Liverpool, que a cada minuto ficava mais nervoso. Liverpool começou a cruzar desesperadamente na área do Milan, só que nunca havia alguém onde a bola era cruzada, faltava uma referência.

Então, Rafa Benitez acordou, colocou Peter Crouch, porém tardiamente.

Em jogada magnífica de Kakká, Inzaghi se posicionou bem e entrou sozinho, cara a cara com Reina, cortou para direita e deu um toque sutil.

Desesperado, num escanteio o Liverpool conseguiu descontar, bola desviada no primeiro pau, com cabeçada sem chances para Dida, sem culpa no lance. Kuit aos 43 do segundo tempo.

O Torcedor inglês voltou a manter alguma esperança, esperança que se perdeu no nervosismo e cansaço dos Reds.

Final, Milan campeão, campeão com c minúsculo, pois é um time de um jogador só. Kaká.

A verdade é que o Milan não apresentou um bom futebol nesta temporada, não foi uma equipe empolgante. É uma equipe semelhante a Itália campeã mundial. Não empolga, mas vence e vence merecidamente. É campeão, mas não é daquelas equipes que você vai lembrar a escalação daqui vinte anos. Só vai lembrar que havia um tal de Kaká, que cresceu quando tinha que crescer para levantar o caneco. Caneco que, alias, é só dele. O resto, só correu, ele jogou e ganhou.

10.5.07

Por quê?

Por quê? Como entender essa derrota? O que levou o glorioso São Paulo Futebol Clube a perder esta partida para o Grêmio Football Porto Alegrense?

Arbitragem? Não foi, o arbitro chileno teve uma atuação impecável.

Time retrancado? Time entrou com duas linhas de quadro, jogando com Ilsinho. O time foi jogar aberto.

Muricy mexeu tarde e errado? Não, mexeu no intervalo, colocou Dagoberto e Jorge Wagner, arriscou, jogou com três atacantes, foi para cima do Grêmio.

Time apático? Não se pode dizer que o time estava apático, foi um jogo com muita pegada, vontade, pelo excesso dela, talvez, a técnica tenha ficado de lado, somado a um nervosismo, a equipe não ameaçou efetivamente o adversário.

Foi um jogo de poucos ataques, pouca criação, raras oportunidades de gol. A verdade é que o São Paulo foi derrotado pelo Grêmio, um time defensivamente bem estruturado, taticamente bem posicionado e muito objetivo ofensivamente. Foi lá, fez os dois gols e acabou.

São Paulo ainda tem um elenco jovem, com muitos jogadores inexperientes, ser campeão com esse elenco de uma taça Libertadores seria uma surpresa. Não por não ter qualidade, pois é uma equipe com muitos talentos, equilibrada, porém imatura, ainda sem vibração.

Esse foi um dos principais atributos gremistas para a vitória de hoje, a vibração. O Grêmio também está composto por peças inexperientes, porém, os jogadores mais experientes passam uma liderança dentro de campo que dá uma vibração ao time.

Falta isso hoje ao São Paulo, um elemento que vibre, de raça e vontade. Atributo que o Grêmio tem em alguns jogadores. A defesa do São Paulo parecia muito mais frágil que a adversária.

A defesa pegava a bola e saía tocando, armava, criava, jogava o lance para um dos volantes ou Tcheco, que esperavam a aproximação de outro jogador para prosseguir ao ataque. No São Paulo ou era um correria pelo lado esquerdo com Jadilson, Hugo e Richarlyson ou outra pelo lado direito com Ilsinho, Souza e Leandro.

Mesmo depois com a entrada de Jorge Wagner. Tricolor começava cadenciado até o meio campo, depois partia numa correria na lateral defensiva do Grêmio. O time não caía em diagonal, os jogadores não se apresentavam, pois os corredores laterais pareciam 100 metros rasos.

Grêmio venceu o São Paulo não por ter um conjunto melhor, nem pior, mas por ter sido mais inteligente, por ter tido mais timbre de Libertadores. São Paulo perdeu. Agora fica para o ano que vem.

E torcedor são paulino, nada de procurar culpado, perder faz parte do jogo, problema seria se o time tivesse se entregado e a derrota fosse inconcebível. Foi um duelo de times grandes, da grandeza de dois grandes campeões da taça Libertadores.

Não é hora de pedir cabeça de jogador, nem de questionar futebol de nenhum deles. É hora de apoiar essa equipe, eles caíram, mas podem se levantar para brigar pelo Penta. Depende também de você ai, torcedor.